Metafísica

É tanta metafísica e há tanta metafísica,
Que nem mais a antiga firmeza das pernas carrego.
Pesa-me alguma racionalidade aos pés,
E assola-me algum instinto no peito.
A metafísica faz-se reles, como sermão duradouro, monotonia.
És a verdade e a finalidade infinda, como o vento.
Que cessa por perto e vai agir noutro veraneio.
És o beijo que não há em nenhuma metafísica.
A lógica que não haverá num cálculo,
E o sopro de arrepio que não faz-se presente em nenhum vento.
És meu presente. A subjetividade lógica do amor.
És saudade. E a saudade é a única metafísica.
Tocante na alma, cavando nos arredores da certeza…
Uma doce armadilha chamada paixão.

 

 

Jonas Lewis

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. Andersen Garcia Giovanni
    jul 19, 2011 @ 17:10:29

    Amores e poesias alheias nutrem a minha esperança de também amado serei…! lindos amantes que brincam com as palavras Jonas e Juliana !

    Responder

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