Acabo de me suicidar para uma nova vida

Texto de Giovanni Andersen a um amigo que andava desistindo da vida

Não creio ser a pessoa mais indicada a te ajudar ou mesmo aconselhar, mas muito me preocupa te ver assim tão melancólico. Não serei aqui um otimista-moralista-hipócrita, te dizendo que a vida é linda, bela e florida, pontuada por dias azuis e noites mornas de luar. Sabemos que há dias de muita chuva e trovoada. Também não sou o tipo de cara que acha que a vida vale a pena a qualquer preço ou custo. Sou franco em dizer. Penso que as pessoas têm sim o direito de escolher se querem seguir vivendo uma vida que lhes é satisfatória ou não e isso implica também em decidir por ceifar ou não a própria vida. O que eu posso te dizer, amigo, é o que o Giovanni faz. E eu não acredito na morte. Assim só me resta a vida, e eu quero vivê-la da forma que for – com risos e lágrimas, com amores e rancores, mesmo que tenha a carne e a alma rasgada, que a dor venha em busca de aconchego. Eu não tenho outra escolha a não ser buscar uma vida mais satisfatória. E eu o faço constantemente, amigo. Nesse exato momento, estou matando um eu, uma vida que não me servia – acabo de me suicidar para uma nova vida. Uma nova vida que também vai me maltratar, mas é assim, nada é constante, nada é eterno, tudo é o mesmo e o contrario. A pergunta então é o que você esta querendo ver. Que vida você quer ter? Mude o que não esta bom. Mate essa vida que te traz lágrimas, angústia e melancolia e saia em busca de outras formas de viver! Não se deixe ser vítima em uma história que você tem o poder de escrever e reescrever. Abandone o desejo pela morte e conforme-se de que só temos a vida mesmo. Assim sendo, aproveite o período que é a vida. Viva a consciência de estar vivo, vivendo cotidianamente. Respire e sinta que seu corpo é uma vida, e que vive na sua consciência. A morte é só a inconsciência e nada mais. É isso o que penso, é dessa forma que Giovanni encara a vida!

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Bloco do eu me importo
    jul 05, 2011 @ 04:22:08

    Giovanni disse tudo quando escreveu que nosso eu morre todo dia. Morre pra que alguém novo, mais vivo, mais interessante, mais cheio de vida possa começar e morrer também eventualmente. Um dia, eu acordei e decidi que eu não ia ser definida pelas fatalidades que eu encontrei, que eu não ia ser vítima do mundo, que eu ia ser muito, mas muito mais do que as (muitas) coisas ruins que aconteceram comigo. Não é fácil, mas motiva mesmo. E vale a pena, eu juro 🙂 Não desiste amigo, vem com a gente, beber vinho e rir de tudo isso, de tudo mesmo. (Jana)

    Responder

  2. Vera Lucia S. Bemvenuti
    jul 05, 2011 @ 13:02:23

    Oi Giovanni. Parabens pelo texto Diz tudo…Tbm me importo com td isso. grande abraço,Vera

    Responder

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