Amo aquilo que

Giovanni Andersen Garcia

Amo aquilo que me invade e me faz doer e sangrar.

 Amo aquilo que me aperta o peito, me afaga a nuca e me leva o ar.

Amo aquilo que me arrebata o corpo em um gozo quente e farto e me desloca de fixo lugar.

Amo aquilo que me faz sentir o seu pulsar em descompasso com meu pulsar – e aí gozar.

Amo aquilo que me excita e atiça como o suor de seu porto que faz salivar.     

Amo aquilo que em mim fica depois que sua boca abandona o meu corpo a gozar.

Amo aquilo que me impregna a alma, invade os poros e me deixa a exalar o seu cheiro de macho.

Amo aquilo que me enche a boca com o gosta ácido do seu sexo em um contraste  com o doce de seu hálito e gemido ao me devorar.

Amo aquilo que me rasga e me arrasta pra fora de mim ao te desejar.

Amo aquilo que me entorpece e assanha o devasso que ao seu corpo só pensa acolher.

Amo aquilo que me marca como seu – sêmem, suor e saliva em meu corpo a escorrer.

Amo aquilo que me preenche lentamente enquanto me comprime o quadril e me faz suspirar.

Amo aquilo que me faz sentir você dentro de mim arfando.

Amo aquilo que me faz desejar a sua boca e que obriga a minha explorar seu corpo ate encontrar seu sexo.

Amo aquilo que me dá seu corpo nu querendo me amar e gemer.

Amo aquilo que me faz dizer: Amo-te.

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