Da não pressa

Juliana Schneider Guterres

Sinto na pele todo o correr de uma cidade que pulsa agitada. Ouço os carros que regurgitam suas negras fumaças nas gentes. Ouço as gentes que regurgitam seus negros quereres em outrem. Me deixo sentar em um banco do parque e ali estar, ali ser. No cinza do dia encontro meu colorido – não sem antes sofrer por essa cidade apressada que não sabe para onde está indo e porque anda tão rápido. O tempo aqui não corre, reverbera sua magia deixando-se não passar, abandonado ao prazer de não ser. Habito toda a poesia e a calmaria de estar de férias e não ter hora para cumprir, nem porto para ancorar. Parto – isso me basta. 

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