Sonho de não ser

 

Braian Gehlen.

 

Sonho de não ser
Brilho triste que nem vejo
Dogma de sono eterno
Sal misturado com beijo
Neblina na primavera
Flor que não desabrocha
É a chuva que escorrega
Quando pesa feito rocha
É a cor da madrugada
Rindo do teu semblante
Um copo vazio de água
O dia vazio de noite
Sonho de não ser
Amanhã que não se apressa
Palavra que parto ao meio
Ainda que não se despeça
Verdade, mentira, certeza
Concretismo de pura ilusão
Poeira em cima da mesa
Fartura que sobra no chão
Sonho de não ser
A gargalhada do idiota
Poema que não se expressa
Num ódio que não se nota.

 

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