La Negra. La Maza.

Grifamos de negro o que nos bate mais forte ouvindo essa música, contemplando essa mulher, LA NEGRA. Faça seus grifos, dê seus gritos. Aposte no movimento!

Trecho de abertura do documentário Mercedes Sosa: como un pájaro libre.


La Maza

Si no creyera en la locura
De la garganta del sinzonte
Si no creyera que en el monte
Se esconde el trigo y la pavura
Si no creyera en la balanza
En la razón del equilibrio
Si no creyera en el delirio
Si no creyera en la esperanza
Si no creyera en lo que agencio
Si no creyera en mi camino
Si no creyera en mi sonido
Si no creyera en mi silencio
¿Qué cosa fuera, qué cosa fuera la maza sin cantera?
Un amasijo hecho de cuerdas y tendones
Un revoltijo de carne con madera
Un instrumento sin mejores pretenciones
De lucecitas montadas para escena
¿Qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera
¿Qué cosa fuera la maza sin cantera
Un testaferro del traidor de los aplausos
Un servidor de pasado en copa nueva
Un eternizador de dioses del ocaso
Júbilo hervido con trapo y lentejuela
¿Qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera?
¿Qué cosa fuera la maza sin cantera?
¿Qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera?
¿Qué cosa fuera la maza sin cantera?
Si no creyera en lo más duro
Si no creyera en el deseo
Si no creyera en lo que creo
Si no creyera en algo puro
Si no creyera en cada herida
Si no creyera en lo que rondé
Si no creyera en lo que esconde
Hacerse hermano de la vida
Si no creyera en quién me escucha
Si no creyera en lo que duele
Si no creyera en lo que quede
Si no creyera en lo que lucha
¿Qué cosa fuera, qué cosa fuera la maza sin cantera?
Un amasijo hecho de cuerdas y tendones
Un revoltijo de carne con madera
Un instrumento sin mejores pretenciones
De lucecitas montadas para escena
¿Qué cosa fuera, corazón, qué cosa fuera?
¿Qué cosa fuera la maza sin cantera?
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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Marília Silveira
    mar 07, 2011 @ 04:22:17

    Minha história dessa música: eu conhecia já outras canções da Negra Sosa como é conhecida esta “cantante argentina”, mas naquele outubro de 2009, no dia da sua morte eu estava em Buenos Aires. Havia um agito no ar o Congresso abarrotado de gente, ruas fechadas e um som no ar. Eu tri desligada que sou e hospedada na casa de uma amiga sem televisão nem me dei conta do que era. Afinal grandes mobilizações não são estranhas no centro de Buenos Aires… Eu fui para um curso e nesse dia a comoção fez-se logo na nossa recepção. Era domingo de manhã. Alicia Fernández ligou o rádio e tocou “La Maza” – que eu começava a conhecer ali, e depois “Maria, Maria” – do Milton Nascimento, que nós brasileiras seguimos a letra em português com uma intensidade louca… Depois pedi a uma colega o nome da 1a música para buscar quando chegasse em casa. O dia de trabalho psicodramático foi intensíssimo. Ainda sem me dar conta de porque é que escutávamos Sosa essa vez, segui do curso para uma volta na Feria de San Telmo e só depois da volta quando me sentei numa das inúmeras casitas e pedi uma famosa empanada e olhei para a TV é que me dei conta das coisas. Cheguei perplexa no apto da colega que riu, óbvio, da minha cara quando eu contei a novidade. A noite foi vertiginosa de experimentações. Só quando voltei pra casa no Brasil e escutei de novo e senti cada pontinho de arrepio dessa voz, nos meus fones de ouvido entendi o emblema, que pode muito bem ser o nosso “psi”, e pode ser também o nosso de vida. Outro dia voltei a escutar e chorei as intensidades ressignificadas no meu momento atual. Atualizando virtualidades, sempre Sosa…

    Responder

  2. Bloco do eu me importo
    mar 07, 2011 @ 05:59:31

    Me arrepio sempre que ouço. E não canso de ouvir. E de me arrepiar. Abaixo à inércia de sentimentos e a indolência de sensações.

    Ju

    Responder

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